Estranho nunca ter escrito sobre
o que é estranho.
Amar-te como te amo,
e nunca pensar que tal aconteceria.
Sonhar, sim,
desejar, também.
Mas sentir toda esta sofreguidão,
todo este descobrir do que a
minha alma insinua ao meu corpo...
É estranho...
Foto de Manuel Madeira "Naufraga" (Olhares)
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
QUERER MAIS
Sonho demais e talvez não devesse
confiar tanto no tempo.
Em que te amo loucamente, em que
me sinto confusa por ser finalmente eu.
Mesmo assim, não me convenço de que
te amo como sempre desejei
e sinto em ti a resposta que sempre sonhei.
Não me atrevo a querer mais.
Foto enviada por João Mateus, "Women another vision" (via Facebook)
confiar tanto no tempo.
Em que te amo loucamente, em que
me sinto confusa por ser finalmente eu.
Mesmo assim, não me convenço de que
te amo como sempre desejei
e sinto em ti a resposta que sempre sonhei.
Não me atrevo a querer mais.
Foto enviada por João Mateus, "Women another vision" (via Facebook)
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
PRESA
Gosto de me sentir presa no teu abraço,
de te sentir bem meu.
Com a minha boca entreaberta,
a deliciar-se uma vez mais com
o cheiro da tua pele.
Adormeço, embrulhada em prazer.
Acordo, os meus sonhos e os meus desejos
descobertos
Foto de Alexander Kharlomov "Lips" (Olhares)
Foto de Manuel Madeira "Bom dia....Alegria" (Olhares)
de te sentir bem meu.
Com a minha boca entreaberta,
a deliciar-se uma vez mais com
o cheiro da tua pele.
Adormeço, embrulhada em prazer.
Acordo, os meus sonhos e os meus desejos
descobertos
Foto de Alexander Kharlomov "Lips" (Olhares)
Há muito que não danço comigo.
Afasto-me dos meus próprios segredos.
Desconverso, sorrio.
Lamento o meu próprio silêncio, mas
não o interrompo.
Foto de Manuel Madeira "Bom dia....Alegria" (Olhares)
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
SEM LIGAÇÃO
Há poemas de amor em que os
sentidos mergulham por completo
e se fundem num novo poema.
Por vezes, passo-o ao papel;
outras, fica escondido nos beijos
descarados com que te sonho.
Na nudez com que te brindo,
nessa sensualidade que brota de mim.
sentidos mergulham por completo
e se fundem num novo poema.
Por vezes, passo-o ao papel;
outras, fica escondido nos beijos
descarados com que te sonho.
Na nudez com que te brindo,
nessa sensualidade que brota de mim.
Não, não digas nada.
Não faças barulho;
páras se ouvires
os passos de alguém.
Ninguém pode saber
que te estou a raptar.
Que enlouqueci subitamente
com o desejo
de te ter em mim
e tenho que estar longe
de tudo.
Levo-te, aos tropeções,
pelo caminho da praia.
1ª Foto de Mcpial "À flor da pele"
2ª Foto de Jorge Nelson Silva "Segundos a Cores"
Ambas do Site "Olhares"
terça-feira, 14 de setembro de 2010
NAS PORTAS DA MINHA ALMA
É nas portas da minha alma
que te encontro.
É aí que perco o Norte
do meu desejo e discurso
no teu suor.
Com a minha perna a procurar a tua,
a tua mão na minha nuca,
os meus olhos ocultos no teu olhar.
Não sei nada,
sinto tudo.
De Karina Andrea Battagliero (via Facebook através de João Mateus)
que te encontro.
É aí que perco o Norte
do meu desejo e discurso
no teu suor.
Com a minha perna a procurar a tua,
a tua mão na minha nuca,
os meus olhos ocultos no teu olhar.
Não sei nada,
sinto tudo.
De Karina Andrea Battagliero (via Facebook através de João Mateus)
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domingo, 12 de setembro de 2010
INSPIRAÇÃO
Continuo exilada em mim,
sem saber se me guardas em mim.
Deslizo a mão por onde passas
em noites em que te provoco;
noutras, só te inspiro.
E, nesses noites, em que relembro
o teu corpo e o teu beijo,
nego-me ao sono e reedito-te
na minha pele.
Foto de Zemotion "Obsession" (DevianTArt)
sem saber se me guardas em mim.
Deslizo a mão por onde passas
em noites em que te provoco;
noutras, só te inspiro.
E, nesses noites, em que relembro
o teu corpo e o teu beijo,
nego-me ao sono e reedito-te
na minha pele.
Foto de Zemotion "Obsession" (DevianTArt)
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
DESCONFIADA
Hoje não me sinto erótica.
Disfarço-me na sombra
e deixo que o Vento
me varra do teu caminho.
Hoje, o Mundo só me contraria
e arrasto os pés,
solitária, desconfiada.
Hoje, estou incapaz de te sorrir,
de te seguir,
mas quero amar-te.
Foto de Mcpial `"À flor da pele" (Olhares)
Disfarço-me na sombra
e deixo que o Vento
me varra do teu caminho.
Hoje, o Mundo só me contraria
e arrasto os pés,
solitária, desconfiada.
Hoje, estou incapaz de te sorrir,
de te seguir,
mas quero amar-te.
Foto de Mcpial `"À flor da pele" (Olhares)
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
GRITO DE PRAZER
Vestes-me na sombra do teu sonho.
Conquistas-me na cor do teu desejo
e amas-me no momento em que
o Sol e a Lua disputam a primazia
da Luz.
Não tenho medo da sombra, mas
gosto de sentir a cor a ressoar
na minha pele quando derrapas
em mim e te identificas com o
meu grito de prazer.
Conquistas-me na cor do teu desejo
e amas-me no momento em que
o Sol e a Lua disputam a primazia
da Luz.
Não tenho medo da sombra, mas
gosto de sentir a cor a ressoar
na minha pele quando derrapas
em mim e te identificas com o
meu grito de prazer.
Foto de Mcpial "À Flor da pele" (Olhares)
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
ANÓNIMO
Quando entrar no teu castelo,
estarei descalça.
Gosto de deixar pegadas,
de ver como as ondas as conquistam,
e saber que, algures,
se cruzam com outras,
de alguém tão anónimo como eu.
Não me importo de o ser
e ser apenas um rosto.
Mas gosto
que se lembrem do meu nome.
Foto de Mcpial "À Flor da pele" (Olhares)
estarei descalça.
Gosto de deixar pegadas,
de ver como as ondas as conquistam,
e saber que, algures,
se cruzam com outras,
de alguém tão anónimo como eu.
Não me importo de o ser
e ser apenas um rosto.
Mas gosto
que se lembrem do meu nome.
Foto de Mcpial "À Flor da pele" (Olhares)
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
SEM SONHOS
Posso ter deixado de sonhar, mas
ainda vagueio pelos teus.
Posso encontrar o caminho de volta,
mas não sei porque volto.
Hoje, estou distraída e não escuto ninguém,
embora veja o teu reflexo no espelho e
sinta o teu cheiro a misturar-se com o meu.
ainda vagueio pelos teus.
Posso encontrar o caminho de volta,
mas não sei porque volto.
Hoje, estou distraída e não escuto ninguém,
embora veja o teu reflexo no espelho e
sinta o teu cheiro a misturar-se com o meu.
Foto de Alexander Kharlmov "Feeling the light" (Olhares)
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Á DERIVA
Adormeci no calor da noite,
Refresquei-me no desejo do teu corpo.
Deixei as minhas mãos loucas à deriva.
Estou eu própria um pouco à deriva,
nesta noite quente, sem brisa.
Indecisa entre oferecer-te
todo o meu mimo
ou apenas
reclamar o teu.
(Poema colocado no Facebook)
Foto de Vanessa Luckie (via João Mateus - Facebook)
Título "Laberintos en mi mente"
Refresquei-me no desejo do teu corpo.
Deixei as minhas mãos loucas à deriva.
Estou eu própria um pouco à deriva,
nesta noite quente, sem brisa.
Indecisa entre oferecer-te
todo o meu mimo
ou apenas
reclamar o teu.
(Poema colocado no Facebook)
Foto de Vanessa Luckie (via João Mateus - Facebook)
Título "Laberintos en mi mente"
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
PAZ
Neste momento estou só na noite.
Em paz, a flutuar em sonhos
e um leve sorriso nos lábios.
Talvez deseje que o nevoeiro desça
e embale o meu corpo que está nu.
Está a noite abafada, o silêncio também.
Mas eu não.
(Poema colocado no Facebook)
Em paz, a flutuar em sonhos
e um leve sorriso nos lábios.
Talvez deseje que o nevoeiro desça
e embale o meu corpo que está nu.
Está a noite abafada, o silêncio também.
Mas eu não.
(Poema colocado no Facebook)
![]() |
Esta noite, esquece-te em mim.
Tatua-te na minha pele.
Mima-a, toca-a.
Liberta-a, torna-te nela.
Depois, beija-me nos lábios.
Foto de Pascal Renoux "Undefined"
domingo, 15 de agosto de 2010
AVELUDADO
Pedi-te
que me escrevesses uma carta de amor.
De palavras aveludadas e com beijos
escaldantes.
Como a areia onde me sento
e a leio.
Porque hoje recebi
um convite irrecusável do mar,
para que viesse
e lhe contasse as histórias do costume.
Mas que histórias são essas?
Se tudo o que sei são poemas,
que só tu sabes interpretar,
porque os escrevo
no aveludado
da tua pele?
Foto de Zemotion "Holly" (DeviantArt)
Já colocado no FACEBOOK
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
DUELO

Qualquer palavra pode ser censurada,
torturada e depois, libertada.
Pode encher-se de revolta,
amargura ou tristeza.
Ou tornar-se tolerante, calmante
ou mesmo amante de ti.
Num duelo, num desafio
de emoções, de vontades,
em que ninguém ganha,
em que ninguém perde.
Fica, apenas, gravado.
Foto de Bruno Silva "Eternal" (Olhares)
Textos protegidos pelo IGAC - Cópias, totais e/ou proibidas
Texto já colocado no FACEBOOK -
continuação do jogo póetico do post anterior
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
LUFADA

Qualquer palavra
pode ser escrita a negrito,
em itálico.
Ficar ao centro, à esquerda,
ou à direita.
Tamanho gigante, médio
ou tão pequeno
que se torna difícil lê-la.
O interessante é o impacto
que causa, obrigando a
uma 2ª leitura.
É o embater na mente
e sacudir o pensamento,
desleixando o aspecto estético,
concentrando-se apenas no que transmite.
Em mim?
Uma lufada de ar fresco.
Foto de Rui Margato (Olhares)
Textos protegidos pelo IGAC - Cópias, totais e/ou parciais proibidas
Texto já colocado no FACEBOOK - Um novo jogo poético
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
A SI PRÓPRIO

Não vamos falar de memórias,
desejos,
paixão.
Vamos deixar que tudo nasça,
livre, aberto a si próprio,
ao Mundo.
Sem medo de cairmos nas profundezas do mar
e abraçarmos essa sensualidade escondida.
Mesmo que não se tenha palavras para a expressar.
Mas que se viva, sem a mascarar.
Foto de Daniel Pedrogam,
"Escondo-me do que possa vir a sentir" (Olhares)
Texto já colocado no FACEBOOK
Textos protegidos pelo IGAC - Cópias, totais e/ou parciais proibidas
domingo, 1 de agosto de 2010
CONSOLO

Em dias como este, ando à procura do Sol.
Ando à procura de ti.
De mensagens,
de palavras,
de tudo aquilo
que parece ser indecifrável.
Ás vezes, tudo o que posso fazer
é escrever,
para encontrar a linha do horizonte
e esquecer essas horas nuas, doridas
em que chorei sozinha.
Em que me deixaste sozinha.
Sem uma única palavra de consolo.
Nota: Este poema e o anterior fazem parte de um novo jogo poético
- com a mesma frase de abertura
Textos protegidos pelo IGAC - Cópias, totais e/ou parciais, proibidas
Foto de Pascal Renoux, "Sand and shells for Céline"
terça-feira, 27 de julho de 2010
MELANCÓLICA
+Pascal+Renoux.jpg)
Em dias como este,
o tempo fica estagnado, estrangulado,
suspenso, à espreita.
Dele próprio, de mim...não sei.
Não gosto de dias assim, porque
fico melancólica e incapaz de pensar,
de ver o lado cómico da vida,
de rir alto.
Eu que até gosto de rir alto,
de rir até às lágrimas.
Sinto-me mais livre,
mais leve,
irresponsável mesmo.
Mas há memórias,
há vozes do passado
que não esqueço,
em que a meu riso feliz
se volta a fechar.
Tudo desaparece
e eu própria,
me sinto desaparecida.
Texto já colocado no Facebook e Porosidade Etérea
Texto protegido pelo IGAC - Cópias, totais e/ou parciais, proibidas
Foto de Pascal Renoux, "Elisa" (regards)
sábado, 24 de julho de 2010
INESPERADO

O que há de diferente nas palavras
à noite?
O que há de diferente no sentir
do meu beijo na brisa da noite?
A tua presença e o meu desejo.
O que pensas ter adivinhado
e o que é real.
Porque isto é real,
tão real como escutar o deslizar
do meu corpo nesse refúgio
inesperado que é o mar.
Foto de André Domingos, "Um subtil toque" (Olhares)
Textos protegidos pelo IGAC - Cópias, totais e/ou parciais proibidas
quarta-feira, 21 de julho de 2010
INCONDICIONALMENTE

Amo-te em todo o meu tempo.
Incondicionalmente.
Sem outras palavras
Diferentes das de ontem.
Porque hoje amo-te diferente.
Não tão apressada,
tão sôfrega,
tão brusca.
Talvez seja arrogância minha
ter tanta certeza.
Mas a resposta presente
no meu olhar,
no meu sorriso,
está sempre em ti.
"Deep Blue" foto by Graça Loureiro, Olhares
Textos protegidos pelo IGAC - Cópias, totais e/ou parciais proibidas
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