sexta-feira, 27 de agosto de 2010

SEM SONHOS

Posso ter deixado de sonhar, mas
ainda vagueio pelos teus.
Posso encontrar o caminho de volta,
mas não sei porque volto.
Hoje, estou distraída e não escuto ninguém,
embora veja o teu reflexo no espelho e
sinta o teu cheiro a misturar-se com o meu.

Foto de Alexander Kharlmov "Feeling the light" (Olhares)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Á DERIVA

Adormeci no calor da noite,
Refresquei-me no desejo do teu corpo.
Deixei as minhas mãos loucas à deriva.
Estou eu própria um pouco à deriva,
nesta noite quente, sem brisa.
Indecisa entre oferecer-te
todo o meu mimo
ou apenas
reclamar o teu.

(Poema colocado no Facebook)




Foto de Vanessa Luckie (via João Mateus - Facebook)
Título "Laberintos en mi mente"

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

PAZ

Neste momento estou só na noite.
Em paz, a flutuar em sonhos
e um leve sorriso nos lábios.
Talvez deseje que o nevoeiro desça
e embale o meu corpo que está nu.
Está a noite abafada, o silêncio também.
Mas eu não.
(Poema colocado no Facebook)
Esta noite, esquece-te em mim.
Tatua-te na minha pele.
Mima-a, toca-a.
Liberta-a, torna-te nela.
Depois, beija-me nos lábios.
Foto de Pascal Renoux "Undefined"

domingo, 15 de agosto de 2010

AVELUDADO



Pedi-te
que me escrevesses uma carta de amor.
De palavras aveludadas e com beijos
escaldantes.
Como a areia onde me sento
e a leio.
Porque hoje recebi
um convite irrecusável do mar,
para que viesse
e lhe contasse as histórias do costume.

Mas que histórias são essas?
Se tudo o que sei são poemas,
que só tu sabes interpretar,
porque os escrevo
no aveludado
da tua pele?

Foto de Zemotion "Holly" (DeviantArt)
Já colocado no FACEBOOK

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

DUELO



Qualquer palavra pode ser censurada,

torturada e depois, libertada.

Pode encher-se de revolta,

amargura ou tristeza.

Ou tornar-se tolerante, calmante

ou mesmo amante de ti.

Num duelo, num desafio

de emoções, de vontades,

em que ninguém ganha,

em que ninguém perde.

Fica, apenas, gravado.


Foto de Bruno Silva "Eternal" (Olhares)

Textos protegidos pelo IGAC - Cópias, totais e/ou proibidas

Texto já colocado no FACEBOOK -

continuação do jogo póetico do post anterior

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

LUFADA



Qualquer palavra
pode ser escrita a negrito,
em itálico.
Ficar ao centro, à esquerda,
ou à direita.
Tamanho gigante, médio
ou tão pequeno
que se torna difícil lê-la.
O interessante é o impacto
que causa, obrigando a
uma 2ª leitura.
É o embater na mente
e sacudir o pensamento,
desleixando o aspecto estético,
concentrando-se apenas no que transmite.
Em mim?
Uma lufada de ar fresco.


Foto de Rui Margato (Olhares)
Textos protegidos pelo IGAC - Cópias, totais e/ou parciais proibidas
Texto já colocado no FACEBOOK - Um novo jogo poético

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A SI PRÓPRIO


Não vamos falar de memórias,
desejos,
paixão.

Vamos deixar que tudo nasça,
livre, aberto a si próprio,
ao Mundo.

Sem medo de cairmos nas profundezas do mar
e abraçarmos essa sensualidade escondida.

Mesmo que não se tenha palavras para a expressar.
Mas que se viva, sem a mascarar.


Foto de Daniel Pedrogam,
"Escondo-me do que possa vir a sentir" (Olhares)
Texto já colocado no FACEBOOK
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domingo, 1 de agosto de 2010

CONSOLO



Em dias como este, ando à procura do Sol.

Ando à procura de ti.

De mensagens,

de palavras,

de tudo aquilo

que parece ser indecifrável.

Ás vezes, tudo o que posso fazer

é escrever,

para encontrar a linha do horizonte

e esquecer essas horas nuas, doridas

em que chorei sozinha.

Em que me deixaste sozinha.

Sem uma única palavra de consolo.






Nota: Este poema e o anterior fazem parte de um novo jogo poético

- com a mesma frase de abertura

Textos protegidos pelo IGAC - Cópias, totais e/ou parciais, proibidas

Foto de Pascal Renoux, "Sand and shells for Céline"






terça-feira, 27 de julho de 2010

MELANCÓLICA




Em dias como este,
o tempo fica estagnado, estrangulado,
suspenso, à espreita.
Dele próprio, de mim...não sei.
Não gosto de dias assim, porque
fico melancólica e incapaz de pensar,
de ver o lado cómico da vida,
de rir alto.
Eu que até gosto de rir alto,
de rir até às lágrimas.
Sinto-me mais livre,
mais leve,
irresponsável mesmo.
Mas há memórias,
há vozes do passado
que não esqueço,
em que a meu riso feliz
se volta a fechar.
Tudo desaparece
e eu própria,
me sinto desaparecida.




Texto já colocado no Facebook e Porosidade Etérea
Texto protegido pelo IGAC - Cópias, totais e/ou parciais, proibidas
Foto de Pascal Renoux, "Elisa" (regards)






sábado, 24 de julho de 2010

INESPERADO


O que há de diferente nas palavras
à noite?
O que há de diferente no sentir
do meu beijo na brisa da noite?

A tua presença e o meu desejo.
O que pensas ter adivinhado
e o que é real.
Porque isto é real,
tão real como escutar o deslizar
do meu corpo nesse refúgio
inesperado que é o mar.
Foto de André Domingos, "Um subtil toque" (Olhares)
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

INCONDICIONALMENTE




Amo-te em todo o meu tempo.

Incondicionalmente.

Sem outras palavras

Diferentes das de ontem.

Porque hoje amo-te diferente.

Não tão apressada,

tão sôfrega,

tão brusca.




Talvez seja arrogância minha

ter tanta certeza.

Mas a resposta presente

no meu olhar,

no meu sorriso,

está sempre em ti.




"Deep Blue" foto by Graça Loureiro, Olhares


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segunda-feira, 19 de julho de 2010

MORTAL






Adormeço onde estou.
Por entre o cansaço,
os maus pressentimentos
e pesadelos marcantes.
Adormeço na saudade
que tenho de ti.
Acordo com o teu corpo
deitado em mim.
Num sorriso secreto,
íntimo que faz o
retrato do meu corpo,
que já te atrai,
já te busca,
já abusa de ti,
desperto no que é
subtilmente mortal.


Foto de Luis Mendonça "S/T" (Olhares)
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

SIMPLICIDADE



Pequei hoje por orgulho.
Ou talvez não.
Por falar sem rancores,
por aceitar a simplicidade das coisas.
Tal como saber que já não se está
no auge da vida,
mas que ainda não se envelheceu
totalmente.
E, desejar, simplesmente,
- oh, tão simplesmente -
que me beijes o umbigo,
me faças antecipar
uma nova forma de viver o prazer


"Move", foto de Marcus Steinmeyer (Olhares)
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segunda-feira, 12 de julho de 2010

VEEMENTE




Continuo inquieta, amor,
com a alma num turbilhão.
Com uma saudade repentina de escrever
sobre as cores.
Desde o branco leitoso
ao azul forte da tempestade.
Num simples retoque,
numa mistura de cores favoritas.
Deixei para trás as cores vivas, vibrantes,
quentes como o Sol
e encantei-me com as discretas da lua.
A paixão, amor, não tem cor definida.
Inflama-se, possuí-nos veemente
e deixa-nos ofegantes.


Foto de Night Fate "Fade Away" (DeviantArt)
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sábado, 3 de julho de 2010

INTACTAS






Perder-me no labirinto da lua é

perder-me no teu sorriso e improvisar-me

no sabor do teu beijo.

É escutá-lo contra a palma da minha mão

e saber que não é uma memória distante.

É descer pelo Vento, à procura desse inimigo fatal,

a quem chamo cobarde e ignorante.

O tempo ri-se, porque até sabe o que é paixão.

Ou não me restituiria as tuas carícias intactas.





Foto de Zemotion "Redemption" (DeviantArt)

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

CALEIDOSCÓPIO




Os caminhos da paixão, meu amor, são como
as cores baralhadas e fechadas num caleidoscópio.
Desdobram-se em figuras que nunca são iguais e,
tal como a vida, revelam-se autênticas surpresas.
Há palavras tuas, juntamente com um certo olhar,
que fazem com que sonhe acordada.
Fascinada.
Hipnotizada.
Pelo sonho que é sempre o mesmo: viajar em palavras
ousadas, intrigantes que desdobram
os caminhos da paixão. A minha.


Foto de IMustBeDead "Morning Sonata" (DeviantArt)
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sexta-feira, 25 de junho de 2010

DENSO



Como posso ter medo de dizer "amo-te"?


Talvez porque dizer "amo-te"


é uma explosão, uma confusão.


É como se perdessemos o equílibrio e


nos refugiássemos no desespero da dúvida,


na ansiedade.


Como se tivéssemos desaprendido tudo


e tivéssemos que recomeçar a viver,


desbravando os densos caminhos da paixão.


Foto de Michellemonique "Temptation" (DevianTArt)

Textos protegidos pelo IGAC -

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

ATREVIDA



Não sei porquê.


Olhei para as palmas das minhas mãos,


e desejei que alguém me lesse o destino.


Me falasse abertamente de tudo


o que te quero confessar


e não consigo.


Esta paixão atrevida,


este amor louco,


escondido nas palmas das mãos.


Que tu beijas,


apertas contra ti,


e esperas.


Porque dizer "amo-te"


parece simples e doce.


Mas eu estou cheia de medo.


Foto de Pascal Renoux "Endormie"

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

DESCARADO







A perfeição pode ser monótona,

mas o teu cheiro continua descarado.

Sem limites, transcende-se,

não só pelo meu corpo,

pelo meu próprio cheiro,

pela minha alma também.


Recordo-o, tenho-o em mim

em momentos inesperados.

Até quando me olho ao espelho,

afasto o cabelo da testa, e

reparo em pormenor, como se

fosse a primeira vez,

no castanho dos meus olhos.



Foto de Graça Loureiro, "I looked at you" (Olhares)

Textos protegidos pelo IGAC - Cópias, totais e/ou parciais proibidas

segunda-feira, 14 de junho de 2010

OLÁ MUNDO


O meu nome não interessa.

Se sou traquinas, malandro??? Não duvidem!

Se serei famoso e porquê? Ainda é muito cedo,

para que me aplaudam de pé...

Se é que algum dia o farão, porque o hoje

brilha tanto,

tenho tantos brinquedos e amigos,

estou tão feliz e sinto-me tão livre,

que nem sei como me convenceram

a posar assim!

Boné na cabeça, demasiado grande,

mas que me dá imenso gozo!

- Dá para perceber, não dá??? -

Uma camisola confortável.

As flores na mão e aqui estou eu.

OLÁ MUNDO


Foto enviada por e-mail (desconheço o autor)
Texto já colocado no FACEBOOK

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