
Acordo com os
teus beijos macios.
A tua mão a afastar-me
o cabelo da testa.
Olho-te sem te ver.
Estou ainda ensonada,
lenta a reagir.
Mas o corpo sabe,
já se molda,
procura, persegue
o teu.
Para sentir,
como a minha língua,
esses teus beijos macios
e doces.
Não sei se quero acordar,
inspirar,
soltar o ar,
olhar-te.
Ou continuar a sentir,
em todo o meu corpo,
a maciez da tua boca.
Foto de Pascal Renoux
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