quarta-feira, 4 de julho de 2018

DANÇARINA EXÓTICA - PARTE V


" Vamos falar daquela noite, do que se lembra, pode ser? " sugere.

" Sei que não queria trabalhar, mas não me lembro porquê.." admito " Talvez porque era " noite livre". " acrescento.

" O que é a noite livre? " quer saber Fontes.

" É um clube exclusivo, só para membros nas noites de sexta-feita e sábado. Mas o gerente resolveu abrir à quinta-feira à todos aqueles que têm dinheiro para gastar." explico.

" Portanto, uma clientela não tão selecta, cuidada." termina o detective " Quem lhe pediu para fazer a dança privada? Estava mais alguém presente? "

" Foi o gerente, pouco tempo depois de eu terminar a minha dança. Não me lembro de ninguém no corredor.... mas onde estava o segurança? " digo.

" Devia estar um segurança no corredor? Tem a certeza? Essa informação é muito importante!" repete o detective.

" Há, geralmente um segurança no corredor dos gabinetes para impedir cenas desagradáveis, especialmente nas noites livres. Os homens podem confundir dança privada com sexo." respondo.

" Não havia um segurança no corredor naquela noite? Pense." insiste Fontes.

Mas eu começo a ficar confusa, agitada e ele levanta-se rapidamente.

" Não tem importância. Deu-me uma informação que posso confirmar. Descanse, eu volto mais tarde." e saí.

A enfermeira entra e pergunta-me como me sinto.

Aconselha-me a dormir, mas eu continuo a pensar se o segurança estava lá ou não.

O Brites não devia estar de serviço, pois ele nunca abandona o posto e acorre logo quando gritamos a palavra-chave.

CONTINUA

3 comentários:

Larissa Santos disse...

Estes contos bem que podiam ser reais :))

Bjos
Votos de uma óptima Quarta-Feira

Mina Jankovic disse...

Nice post. 🙂
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Sofá Amarelo disse...

O desvendar de alguma linguagem ou gíria própria da noite... a narrativa corre célere e prende a atenção...