" O quê??? Um carro entrou pela esquadra dentro??? Quando é que foi isso??? " repete Leandro, mas Alcides está tão perturbado que o inspector não pede mais detalhes.
Enfia o casaco, pega nas chaves e desce até à garagem. Meia hora depois, está na esquadra de Benavente e depara com uma cena caricata.
A porta, de vidro, está estilhaçada e o carro parou mesmo em frente ao balcão do atendimento.
O sargento de serviço não sabe o que pensar, está ali parado sem tomar qualquer atitude e fica aliviado quando vê o inspector.
Este aproxima-se do carro e tenta abrir a porta. Mas esta está bloqueada e Leandro olha em volta.
Dir-se-ia que a Fada Má passou por ali e transformou os homens em estátuas de gelo. Ninguém fala, ninguém toma a iniciativa.
" Então? Alguém chamou a equipa forense? " pergunta o Leandro " O carro não veio parar aqui sozinho... Alcides, toma nota da matricula.... E, sargento, chame a equipa de manutenção, alguém tem que limpar isso... " acrescenta.
As ordens são cumpridas rapidamente e Leandro resolve chamar o Sargento Bernardes.
Mas o Bernardes está no Algarve e só volta em Janeiro.
" Talvez o Alcides me possa ajudar..." pensa. Abre a porta do gabinete e pede ao sargento para chamar o Alcides.
Este aparece de bloco na mão. Já sabe que o carro foi roubado naquele manhã do parque de estacionamento do shopping.
CONTINUA
2 comentários:
Boa tarde. Admirando a beleza natural e maravilhosa da sua publicação/texto/poema, passo também, para desejar um ANO NOVO de 2018, muito feliz, extensivo a família e amigos..
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hoje: * Embriaga-me nas tuas Emoções *
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Continuação de boa festas.
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Sim, já se tem visto coisas semelhantes em filmes, mas não quer dizer que elas não possam acontecer também na realidade. Coisas estranhas acontecem, ainda por cima numa esquadra... muito bem descrita a situação, a qual só por si é difícil de narrar... excelente suspense...
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